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Seu Negócio Pontos Fortes e Fracos

Na hora de escolher o negócio - franquia ou uma empresa independente? -, capital, localização, segmento e a própria personalidade devem ser cuidadosamente analisados. Não há opção certa ou errada, apenas condições mais propícias a um ou outro empreendedor. Para quem tem experiência no ramo, consultores dizem que negócio próprio não é mistério, embora nem sempre a fórmula seja seguida à risca. Depois de ser gerente de uma loja da Ortobom, Francisco Barbosa decidiu abrir um negócio multimarcas na área de colchões, mas optou por franquia.
- Se estivesse com uma loja independente, deveria ter fornecedores próprios, o que é muito complicado. Na franquia, há estrutura montada, suporte logístico, o que facilita a reposição de produtos - observa.
Há dez anos no ramo de limpeza de carros sem água, Luiz Guilherme Martins de Mattos, sócio-diretor da SSA, decidiu por empresa própria. Chegou a ser franqueado da Dry Wash, da qual se desligou no final de 2001 - e continuou no segmento com empresa própria.

Não há regras a seguir ao abrir um negócio; investidor deve
procurar a opção que atenda ao seu perfil
Entre a franquia e o vôo solo

DENISE DWECK

Na hora de escolher que tipo de negócio abrir - entre uma franquia ou uma empresa independente - fatores como capital, localização, segmento e a própria personalidade do investidor devem ser analisados cuidadosamente. Consultores enfatizam que não há opção certa ou errada, mas há condições mais propícias para um ou para outro empreendedor.

O que define a escolha em primeira instância, segundo Francisco Barone, coordenador do MBA de Gestão de Pequenos Negócios e Empreendedorismo da FGV, é a facilidade de se lidar com riscos. "Quando a pessoa abre um negócio próprio assume uma série de riscos, pois tudo é novo. Já se ela opta por uma franquia, minimiza-os, pois adere a uma rede, com marca consolidada, mercado cativo e estrutura pronta. A decisão vai depender do perfil do empreendedor: uns toleram mais o risco, outros são avessos", analisa.

Na opinião de Barone, nos segmentos em que há opções de franchising, é mais seguro abrir uma franquia, principalmente se a pessoa não conhece o assunto, pois já entra no mercado com parâmetros. "Um dos principais motivos para a morte de pequenos negócios é a falta de experiência no mercado", justifica.

Porém, para quem tem experiência na área comercial, abrir um negócio próprio no mesmo segmento não é tarefa tão difícil. O contato com fornecedores e noções sobre a estrutura e administração da empresa no segmento já permitem os primeiros passos. "Abrir a loja foi a realização de um sonho. Tinha vontade de ingressar em um negócio, conhecia o mercado, pois trabalhei alguns anos como representante comercial e sou surfista", conta Francisco Emídio Ricci Pucci, que em 1996 abriu a Magic Beach, especializada em surfwear e já tem duas lojas.

- Se a pessoa tem certa disponibilidade financeira, know-how de comércio e conhecimento sobre o assunto, pode abrir um negócio próprio. Não vale a pena pagar quase R$ 200 mil para abrir uma franquia, ainda que haja facilidades e rapidez na montagem da loja - opina Pucci.

Mas nem sempre a fórmula é seguida à risca. Depois de trabalhar como gerente de uma loja da Ortobom, Francisco Barbosa decidiu abrir um empreendimento multimarcas na área de colchões, mas optou por ingressar na franquia, pelas facilidades apresentadas.
- Se estivesse com uma loja independente, teria que ter fornecedores próprios, o que é muito complicado. Na franquia, já há uma estrutura montada, com suporte logístico que facilita a reposição de produtos - observa.

Barbosa ressalta que o investimento é alto, mas alega que o retorno a médio prazo e a possibilidade de pegar produtos em consignação compensam. "Mas se os custos fixos de um franqueado forem muito altos, não vale a pena, pois a pessoa fica com ônus e ainda tem que prestar contas à rede", pondera.

O capital disponível é outro fator que pode definir o tipo de investimento. Mesmo sendo mais seguras, franquias demandam grande investimento inicial. Além dos custos com a montagem do estabelecimento, é necessário pagar, de início, uma taxa de adesão, que em geral varia de R$ 10 mil a R$ 30 mil, e, mensalmente, são pagos royalties e taxas de propaganda, representando, em média, 5% a 7% do faturamento.

O segmento escolhido também pode ser definitivo para a escolha do tipo de negócio. Depois de cinco anos de tentativas para montar uma loja de moda branca, Walter Luis de Campos resolveu abrir uma franquia da Vita et Pax. "Neste ramo, é muito difícil montar uma loja com fornecedores próprios. Muitas confecções se recusam a fazer roupas de uma só cor. Além de haver diferentes tons de branco, sendo quase impossível ter um estoque uniforme", diz.

Para Franciso Barone, não se pode categorizar. "Há outros fatores que influenciam na escolha entre o negócio próprio e a franquia, além do ramo, como a localização e o tipo de público", ressalta. Como exemplo, Barone fala de universidades, que podem comportar, na área de alimentação, "tanto um McDonald's quanto uma lanchonete qualquer", diz.

Há variações também na região onde será instalado o negócio. "Em uma região com público de poder aquisitivo baixo não se pode ter um negócio com preços altos. As pessoas estão mais preocupadas com o preço e a qualidade do produto. Nem sempre estão preocupadas com marca", observa, referindo-se ao pouco sucesso das franquias.

Outro fator que pode definir a escolha do tipo de empreendimento a se investir é a personalidade do investidor. Para o consultor do Sebrae Haroldo Caser, é importante combinar o tipo de negócio com a qualidade de vida que se quer levar. "Na franquia, a pessoa fica mais engessada, tem que seguir padrões. Já com negócio próprio, a pessoa define seus horários e métodos, mas não deixa de ficar presa ao comércio", alerta.

Para garantir o sucesso de qualquer um dos dois empreendimentos, Caser recomenda que se busque uma consultoria para avaliar o tipo de investimento, pois sempre há risco em qualquer tipo de negócio. "Há franquias e franquias, algumas não informam dados corretos. É importante ter alguém para avaliar. E o mesmo vale para negócios independentes, para poder minimizar o risco, que é ainda mais alto", orienta.

Serviço:
Magic Beach, 2491-5991
SSA, 3433-9003
Sebrae, 0800-782020
Vecchi & Ancona Consulting, 0xx-11-3841-9676
FGV, 2559-6000

pontos fortes e fracos de cada opção

Vantagens

Franquia

>> Já tem público potencial antes de abrir o negócio devido à marca da rede

>> Estrutura financeira, logística e de marketing já está formatada. É só colocar em prática

>> Suporte técnico e logístico

LOJA PRÓPRIA

>> Independência para gerir o negócio. O empresário não precisa prestar contas a ninguém

>> Liberdade para criar produtos e serviços

>> Custo menor. Não é necessário pagar taxa de franquia para abrir, nem royalties mensais

Desvantagens

franquia

>> É necessário seguir padrões da rede em relação a horários de abertura e fechamento, definição de produtos e layout da loja

>> Custo maior. É necessário pagar taxa de franquia para abrir o negócio, além de royalties mensais, que podem chegar a 7% do faturamento bruto

LOJA PRÓPRIA

>> Estatisticamente, negócios independentes fecham com mais facilidades que franquias

>> É necessário criar público e conceito da marca no mercado

>> Não há cadastro de fornecedores

Negócio próprio

"Crescimento de franqueado é limitado"

Há dez anos no ramo de limpeza de carros sem água, Luiz Guilherme Martins de Mattos, sócio-diretor da SSA, conheceu os dois lados do negócio e aptou por seguir sozinho. Primeiro, representou a Dry Car, que fechou dois anos depois. Depois, passou a representar a Dry Wash, que ainda não era franquia.

Com campanhas de marketing e investimento em propaganda, Mattos diz que o negócio mostrou-se cada vez mais rentável e atraiu muitos investidores. "Cheguei a ter cem funcionários em minhas lojas. Neste meio tempo, a Dry Wash passou a ser uma rede e eu fui o primeiro franqueado, seguido por vários outros em pouco tempo", conta, lembrando que o crescimento da rede não foi positivo.

- O franqueador tinha que expandir a rede, mas foi tudo feito de forma desordenada e acabou gerando concorrência interna. Clientes que tinham minha loja como referência foram para outras que não tinham o mesmo atendimento, nem preços - conta.

Mattos se desligou da rede no final de 2001 e continuou no ramo com empresa própria. "A franquia é válida para quem não entende nada do ramo, pelo know-how que se ganha, mas fui eu que fiz manuais e ajudei na formatação da rede. Não valia a pena continuar", afirma Mattos, que alerta para outra desvantagem no franchising: "Algumas vezes, o crescimento do franqueado é limitado, pois alguns locais ficam reservados a novos franqueados", alerta. Hoje Mattos tem três lojas próprias e vai abrir mais dez.

franqueado
"Precisávamos de um nome forte para a escola"
A associação do negócio a uma marca de renome é fundamental para o sucesso do empreendimento. Essa foi a conclusão de Marcelo de Pierre Bolfarini, franqueado há um mês da Bit Company, em Cambreúva, cidade perto de Jundiaí.

Junto com amigos, Bolfarini abriu uma escola de informática em outubro do ano passado. Investiram em infra-estrutura, professores e marketing, mas até setembro deste ano, a escola tinha pouco mais de cem alunos e muitas pessoas da cidade chegavam a viajar 40 minutos para cursar escolas mais conhecidas.

- As pessoas querem nome e diplomas de estabelecimentos reconhecidos em qualquer lugar. É como uma grife de roupa. Uma escola local não tem isso. Chegamos à conclusão que se não nos nos associássemos a uma bandeira forte iríamos continuar perdendo ou até acabar, se uma escola de nome conhecido chegasse à cidade - conta.

Em duas semanas de atividade como franquia da Bit Company, a escola conseguiu 71 novos alunos. "O investimento é alto para entrar em uma rede, porque há um padrão a ser seguido e ainda são cobrados royalties mensais. No entanto, fatura-se muito mais", diz Bolfarini, que apresenta como grandes vantagens do franchising o fato de se ter a estrutura formatada na área financeira, de marketing e de metodologia. "Quando entram novos softwares no mercado, não precisamos correr para nos atualizar, o franqueador oferece treinamento com manuais já prontos", observa.
 

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